O SBT exibiu uma informação falsa na manhã desta segunda-feira (13) durante o jornalístico Se Liga Brasil. A atração apresentou uma imagem criada por inteligência artificial como se fosse real, relacionada a um suposto caso de misoginia em um posto de gasolina em São Paulo (SP). O conteúdo já circulava nas redes sociais sem confirmação de origem confiável.
O que você precisa saber
- SBT exibiu imagem falsa nesta segunda-feira (13) ao vivo.
- Caso foi apresentado no Se Liga Brasil, pela manhã.
- Conteúdo envolvia suposta misoginia em São Paulo (SP).
- Imagem tinha sinais claros de inteligência artificial.
- Thiago Gardinali comentou o caso e simulou discussão.
- Delegado Palumbo criticou reação da suposta cliente.
- Emissora confirmou erro após checagem interna do material.
Segundo o site NaTelinha, a emissora confirmou o erro após verificação interna e divulgou um posicionamento oficial. “A imagem exibida pelo Se Liga Brasil não é real, de acordo com ferramentas de checagem. A veiculação do material sem prévia apuração desrespeita as normas de jornalismo do SBT. Providências internas já foram tomadas.”
Durante o programa, o apresentador Thiago Gardinali comentou o caso como se fosse verídico. A imagem mostrava um aviso em um calibrador de pneus com a frase “Chame um frentista se possuir mais de 60 anos, se portador de necessidades especiais ou em caso de mulheres”. O conteúdo sugeria uma situação de discriminação, o que gerou debate no estúdio.
Thiago Gardinali chegou a encenar como teria ocorrido o confronto entre a cliente e o gerente do posto. Segundo ele, a mulher teria “enlouquecido” ao se deparar com o aviso considerado ofensivo. A abordagem reforçou a narrativa exibida no programa, mesmo sem confirmação da veracidade do episódio apresentado ao público.
O comentarista Delegado Palumbo também opinou sobre o caso e apresentou uma visão contrária à denúncia. “Completamente errada, o dono do posto quis fazer uma gentileza”, disse ele. Em seguida, acrescentou que havia “muito mimimi” na reação da mulher em discussão em torno de um fato que depois se revelou inexistente.
A imagem levada ao ar apresentava indícios típicos de inteligência artificial, como erros de ortografia e inconsistências visuais, incluindo falhas no distintivo de um policial. O material havia se espalhado recentemente nas redes sociais, sem identificação clara de origem ou confirmação por fontes oficiais.

