ESTRATÉGIA

TV Globo prepara estreia de novela vertical do remake de Vale Tudo

Produção voltada ao celular terá 65 capítulos, reaproveita cenas do folhetim e reforça aposta da emissora no consumo de dramaturgia em vídeo vertical

Odete Roitman (Debora Bloch) e Maria de Fátima (Bella Campos) lado a lado em ambiente interno em cena do remake da novela Vale Tudo
Odete Roitman (Debora Bloch) e Maria de Fátima (Bella Campos) no remake de Vale Tudo - Foto: Globo/Angélica Goudinho
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A TV Globo prepara a estreia de uma novela vertical derivada do remake de Vale Tudo (2005), e expande a presença da emissora no consumo de dramaturgia pelo celular. O projeto resgata Odete Roitman, interpretada por Debora Bloch, e se concentra na relação da empresária com Maria de Fátima, papel de Bella Campos, após o encerramento do folhetim assinado por Manuela Dias.

O que você precisa saber

  • TV Globo prepara novela vertical do remake de Vale Tudo.
  • Produção terá 65 capítulos voltados para celular.
  • Enredo foca em Odete Roitman e Maria de Fátima.
  • Não haverá cenas inéditas no novo formato.
  • Estreia está marcada para 10 de fevereiro.
  • Projeto expande a estratégia digital da emissora.
  • Formato ganhou força no entretenimento em 2025.

De acordo com a colunista Anna Luiza Santiago, de O Globo, a produção contará com 65 capítulos e estreia prevista para 10 de fevereiro no Globoplay. O conteúdo não terá cenas inéditas e utilizará trechos já exibidos na versão destinada à TV aberta. A proposta atende exclusivamente ao consumo em dispositivos móveis, e adota o padrão de vídeos verticais.

A iniciativa amplia uma estratégia já adotada pela emissora em outros projetos recentes. A TV Globo lançou novelas verticais baseadas em Verdades Secretas (2015), A Força do Querer (2017), Terra e Paixão (2023) e Vai na Fé (2023). O formato deixou de ser experimental e passou a integrar o planejamento regular de distribuição de conteúdo do grupo.

Dramaturgia vertical se firma como frente do entretenimento

As novelas verticais ganharam espaço no mercado brasileiro ao longo de 2025, com crescimento impulsionado pelo aumento do consumo de vídeos curtos em smartphones. O modelo segue a lógica das redes sociais, com episódios compactos, ritmo acelerado e maior proximidade com comunidades digitais, O formato atrai plataformas, marcas e grandes grupos de mídia.

Segundo Caio Dominguez, especialista em creator economy e CEO da LOI, mais de 70% do conteúdo consumido no Brasil já adota o formato vertical. Para ele, a combinação entre consumo acelerado e dramaturgia compacta abriu espaço para microdramas distribuídos em plataformas como TikTok, Reels, Kwai e aplicativos próprios.

Caio avalia que o público brasileiro demonstrava preparo para esse movimento ao unir forte presença nas redes sociais com tradição no acompanhamento de novelas. “Mais do que uma fusão com os formatos tradicionais, o que está acontecendo é a criação de novas formas de você se comunicar com a comunidade, de você interagir com o público final, que é o que realmente interessa”, disse ao Notícias da TV.

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Foto de Túlio Medeiros
Túlio Medeiros
Editor-chefe do Portal da TV e escreve sobre televisão e colabora com sites de entretenimento desde 2010. Além de novelas e programas de auditório, sua preferência nas telinhas é acompanhar telejornais locais e nacionais das principais emissoras brasileiras.

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