O apresentador Eleandro Passaia entrevistou, ao vivo no Balanço Geral SP, o tenente-coronel Geraldo Neto nesta quarta-feira (11). No jornalístico da Record, o oficial apresentou sua versão sobre a morte da soldado Gisele Alves, caso que gera forte repercussão. Durante a conversa exclusiva, o militar rebateu as acusações de violência doméstica e negou ter cometido agressões.
O que você precisa saber
- O Balanço Geral SP entrevistou o tenente-coronel Geraldo Neto.
- O oficial nega qualquer tipo de agressão contra a soldado Gisele.
- Geraldo Neto afirma que a mulher administrava suas redes sociais.
- O militar tentou agendar o divórcio em setembro, outubro e novembro.
- A defesa do oficial contesta as informações sobre a trajetória do disparo.
- O caso envolve a morte de uma policial de 32 anos que deixa uma filha.
O oficial enfatizou sua inocência em relação ao comportamento com a companheira. “Nunca a agredi, Tenho minha consciência tranquila. Nunca levantei a mão para minha esposa”, declara. Ele também demonstrou incredulidade com o ocorrido. “Eu ainda não acredito que ela fez isso. Eu me pergunto para Deus, todos os dias, por que a minha esposa foi fazer isso”, afirmou no Balanço Geral SP.
Relatos sobre o socorro e críticas à defesa
Geraldo Neto detalhou os momentos que sucederam o ferimento da policial no hospital. “A Gisele foi socorrida e eu fui para o Hospital das Clínicas. Falaram que não tinham informações. Depois disseram que ela estava entubada”, disse. Além disso, o tenente-coronel criticou o advogado da família da vítima por tentar incriminá-lo no processo.
O militar negou ter interferido na cena do crime ou no exame do corpo. “Eles falam o que querem. Falaram várias mentiras. Uma advogada disse que eu mandei os policiais desligarem as câmeras, eu jamais faria isso. Semana passada falaram que o tiro teria saído de cima para baixo, que eu fui à noite ao necrotério e mexi no corpo. Em nenhum momento mexi no corpo”, disse.
Dinâmica do casal e processo de separação
Sobre a rotina, o oficial explicou que a mulher cuidava de suas redes sociais. “Eu nunca restringi a Gisele de nada”, afirmou. Ele complementou sobre a gestão da internet. “Ela controlava as minhas redes sociais. Foi ela quem colocou nossa foto”, relatou. Ele mencionou ainda que ela fizera procedimentos estéticos e cuidava muito da aparência.
O tenente-coronel revelou na entrevista ao Balanço Geral SP que o casal enfrentava uma crise e o divórcio estava em pauta. “A família dela fala o que quiser. Eu agendei três datas para o divórcio nos meses de setembro, outubro e novembro, e a minha esposa não quis ir”, declarou. Ele afirmou que ofereceu ajuda financeira para quitar dívidas e buscou uma vaga de trabalho para ela.
“Em novembro conversei com a Gisele. Falei que achava melhor a gente se separar. Ela falou das dívidas, que ia ficar difícil pagar. Eu disse que ia tentar arrumar uma vaga para ela trabalhar na assessoria. E, graças a Deus, a gente conseguiu essa vaga para ela, para se apresentar a partir de março no Tribunal de Justiça”, disse na entrevista.
A soldado Gisele Alves tinha 32 anos e deixa uma filha de 7 anos. O militar mantém a afirmação de que não compreende o que aconteceu. “Uma pessoa com saúde, aparência boa, jovem, 32 anos, uma filhinha de 7 anos… eu não consigo entender o motivo que ela tirou a própria vida. Orando, falando com Deus, não entendo por que ela foi fazer isso”, comentou.


