A Fórmula 1 confirmou o cancelamento das duas etapas marcadas para abril no Oriente Médio, no Bahrein e na Arábia Saudita. A decisão ocorre devido às ramificações do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A categoria anunciou que não substituirá essas provas. Dessa forma, o campeonato de 2026 passa a contar com apenas 22 GPs oficialmente.
O que você precisa saber
- A Fórmula 1 cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em abril.
- O campeonato sofrerá uma pausa entre o fim de março e a primeira semana de maio.
- Segundo levantamento da Forbes, o prejuízo chega a 200 milhões de dólares.
- A categoria decidiu não substituir as provas para evitar complicações logísticas.
- O GP do Azerbaijão, em setembro, desperta atenção por fazer fronteira com o Irã.
- Equipes aproveitarão o intervalo para ajustar os problemas nos novos motores.
Segundo a colunista Julianne Cerasoli, do UOL, haverá uma pausa no campeonato do final de março até maio. O intervalo ocorre entre o GP do Japão e o GP de Miami. A tentativa dos sauditas de viabilizar a prova em Jeddah, no dia 19 de abril, atrasou o anúncio. Apesar do aeroporto aberto, a segurança motivou o descarte.
O prejuízo total pode chegar a 200 milhões de dólares, conforme levantamento da revista Forbes. O Bahrein e a Arábia Saudita pagam cerca de 100 milhões de dólares em taxas combinadas à Fórmula 1. Além disso, a categoria perde valores de ingressos premium e publicidade. A logística foi afetada pois os equipamentos já estavam na região do conflito.
Impacto financeiro na Fórmula 1
O Bahrein, que abriga uma base militar norte-americana, sofreu ataques de iranianos recentemente. Por isso, as equipes preferiram o impacto financeiro do cancelamento ao risco de segurança. A não substituição das provas é vista de forma positiva internamente. Os profissionais estavam preocupados com o esgotamento físico pelo curto intervalo entre a temporada 2025 e os testes para este ano.
A organização monitora agora o GP do Azerbaijão, marcado para setembro, por sua proximidade com a fronteira iraniana. No fim do ano, as etapas do Qatar e de Abu Dhabi também inspiram cuidados. Caso novos cancelamentos ocorram, a categoria precisará de reposições para cumprir contratos televisivos. Por enquanto, o foco recai sobre o desenvolvimento tecnológico dos carros.
As escuderias ganham mais tempo para solucionar falhas na implementação dos novos motores. O calendário reduzido facilita o diálogo entre a Fórmula 1 e os times para remediar problemas técnicos. Desse modo, as taxas de promotores substitutos não seriam representativas para compensar os custos logísticos. A categoria retoma as atividades de pista apenas na primeira semana de maio.


