A Nobreza do Amor, a próxima novela das seis da TV Globo, iniciou suas gravações em clima de superprodução. A trama, que estreia em 16 de março, promete ser uma fábula afrobrasileira que conecta o Brasil e a África em uma história de amor e aventura. A obra apresenta o universo de reis e rainhas africanas, batalhas e disputas de poder.
O que você precisa saber
- A Nobreza do Amor é a próxima novela das seis da TV Globo.
- A estreia está prevista para o dia 16 de março.
- A trama é uma fábula afrobrasileira ambientada nos anos 1920.
- Lázaro Ramos viverá seu primeiro vilão na teledramaturgia.
- A história une uma princesa africana e um trabalhador nordestino.
- As gravações já começaram no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte.
- A obra é criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr.
Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., a novela se passa nos anos 1920 e traz Lázaro Ramos em seu primeiro papel como vilão. A produção é de Andrea Kelly e a direção artística é de Gustavo Fernández. A história busca inovar na representação dramatúrgica da cultura afrobrasileira, construindo uma ponte entre os dois continentes.
“Essa história vai construir uma ponte entre África e o Nordeste do Brasil, misturando culturas e realidades. É uma fábula sobre uma princesa preta, e isso, por si só, é muito significativo”, afirma a autora Duca Rachid. Ela explica que, apesar de ser uma trama de época, a novela também aborda temas contemporâneos e relevantes para a sociedade atual.
Para Elisio Lopes Jr., um dos objetivos de A Nobreza do Amor é mostrar que todos têm uma nobreza a ser descoberta. “Na trama, cada personagem vai ter um despertar e isso está conectado à construção e ao fortalecimento da nossa autoestima”, define o autor. Júlio Fischer complementa: “Nossa ideia é apresentar uma trama com uma grande variedade de histórias, cores e formatos”.
Uma superprodução em dois continentes
Com dois universos distintos, o reino fictício de Batanga, na África, e a cidade de Barro Preto, no Nordeste, a produção conta com um complexo esquema de gravação. A equipe já registrou as primeiras cenas na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ), que foi transformada para abrigar cenas como a coroação do rei e o golpe do vilão Jendal (Lázaro Ramos).
Segundo o diretor Gustavo Fernández, Batanga foi concebida com referências ao continente africano. “É a primeira vez que a TV Globo se aprofunda na representação da África dessa maneira. Cada detalhe foi inspirado em referências reais”, explica. “Já Barro Preto, nossa cidade brasileira, tem um visual ainda mais fabular. Está situada em uma falésia, isolada, criando um microcosmo único”.
As gravações no Rio são a segunda etapa dos trabalhos, que começaram em dezembro no Rio Grande do Norte. A produção mobilizou uma equipe de 150 pessoas e mais de 25 toneladas de equipamentos, incluindo caminhões de figurino, arte e câmeras especiais para filmagens em terrenos arenosos, como dunas, falésias e praias do estado.
A gerente de produção Andrea Kelly justifica a escolha do local. “A menor distância entre o Brasil e a África está nesse estado. Buscamos locações que refletissem as muitas semelhanças entre os dois continentes. O resultado ficou lindo”, afirma. Cenários como o Parque Nacional da Furna Feia e as Dunas do Rosado foram utilizados.

Conheça a história de A Nobreza do Amor
A trama central gira em torno de Alika (Duda Santos), uma princesa africana, e Tonho (Ronald Sotto), um trabalhador brasileiro. Os dois se conhecem na cidade fictícia de Barro Preto e, a partir desse encontro, descobrem um grande amor enquanto lutam por justiça. A história mergulha no reino fictício de Batanga, uma ex-colônia portuguesa.
É de lá que a princesa Alika foge para o Brasil com sua mãe, a rainha Niara (Erika Januza), para escapar do tirano Jendal. O vilão, que era primeiro-ministro, usurpa o trono do rei Cayman II (Welket Bungué). O monarca morre durante a fuga, mas a rainha e a princesa conseguem escapar com a ajuda de Omar (Rodrigo Simas).
No Brasil, elas buscam abrigo com Zambi (Bukassa Kabengele), irmão do rei morto, e assumem as identidades de Lúcia e Vera. A grande obsessão de Jendal se torna capturar a princesa que um dia lhe foi prometida como esposa. É em Barro Preto que os laços entre os continentes se fortalecem, com a chegada da realeza disfarçada.
O encanto entre Alika e Tonho é imediato, embora ambos tentem disfarçar. A luta pela justiça aproxima o jovem casal, que também terá de lidar com as armações de Mirinho (Nicolas Prattes), herdeiro do engenho onde Tonho trabalha. O elenco ainda conta com nomes como Zezé Motta, Cassio Gabus Mendes, Fabiana Karla, Emanuelle Araújo e Marcelo Médici.
