A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Câmara dos Deputados receberam autorização para utilizar estações-teste localizadas em São Paulo e Brasília (DF). A medida visa permitir a transmissão contínua da programação das instituições no projeto da TV 3.0, também conhecida como DTV+. O aval partiu do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired).
O que você precisa saber
- A EBC e a Câmara farão testes com a nova TV 3.0.
- As estações-teste ficam em São Paulo e Brasília.
- O Gired autorizou o uso dos canais para a operação.
- A previsão é que os sinais ativos comecem em março.
- Equipamentos técnicos chegam na próxima semana.
- O sistema une TV aberta e internet em uma interface.
- A tecnologia oferece imagem 4K e áudio de cinema.
O cronograma da EBC aponta que os testes devem começar no mês de março. A empresa pública aguarda a chegada dos equipamentos fundamentais para a operação, como antenas, sistemas e infraestruturas, prevista para ocorrer na próxima semana. Esses materiais garantirão a manutenção da Estação Experimental vinculada ao projeto.
As estações foram implantadas pela Seja Digital, entidade não governamental criada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A iniciativa permite que a radiodifusão pública participe ativamente da introdução da TV 3.0 nessas capitais, em conformidade com o plano nacional. A Seja Digital utiliza recursos das operadoras Algar, Claro, TIM e Vivo, vencedoras do leilão do 4G realizado em 2014, e agora atua na aceleração do novo padrão de TV no país.
Infraestrutura em Brasília
A capital federal sedia a Estação Experimental da TV 3.0 na Torre de TV Digital. O local passa por preparativos na infraestrutura de transmissão para suportar os testes. A operação ocorre em um canal de 6 MHz, com tecnologias que permitem avaliar soluções avançadas de recepção e envio de sinal.
O projeto busca validar inovações que expandem as possibilidades da televisão aberta. Entre os avanços estão a melhoria na qualidade de áudio e vídeo, além de recursos de interatividade e mobilidade. A codificação e o processamento de dados funcionam em nuvem pública, através do sistema Broadcast Core Network (BCN).
Essas estações-piloto servem como ambiente colaborativo para emissoras, universidades e desenvolvedores. Ao abrigar a estrutura experimental, a EBC destaca a função da comunicação pública no desenvolvimento tecnológico nacional e busca alinhar o sistema aos interesses da sociedade.
O que muda com a tecnologia
Conhecida como a “televisão do futuro”, a TV 3.0 representa a evolução da TV digital, implantada originalmente no Brasil em 2007. O modelo propõe a integração total entre o conteúdo transmitido por ondas (broadcast) e os serviços de internet (broadband). Isso permitirá o uso de aplicativos integrados à programação.
A principal mudança está na navegação. As emissoras poderão ofertar, além do sinal ao vivo, conteúdos sob demanda como séries, jogos e programas específicos diretamente na tela. Canais públicos, como a TV Brasil e o Canal Gov, terão posições de destaque garantidas nos menus de navegação.
Para o telespectador, a tecnologia trará imagens em 4K HDR, com maior resolução e contraste. A experiência sonora também muda, com a introdução do “som de cinema”, que oferece áudio imersivo reproduzido em diferentes direções.


