NEGÓCIOS

Globo fecha 22 marcas para a Copa de 2026 e estreia acordo comercial com a OpenAI

Emissora amplia pacote comercial do Mundial, mantém antigos patrocinadores e atrai empresas de tecnologia, apostas e varejo

Luis Roberto olha para o lado com expressão serena, envolto em uma bandeira do Brasil sobre os ombros, contra um fundo roxo iluminado e uniforme
Luis Roberto, narrador dos jogos da Copa do Mundo na TV Globo - Foto: Globo/João Cotta
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A Globo anunciou um pacote comercial com 22 marcas para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, o maior projeto de comunicação voltado ao torneio no mercado brasileiro. A operação envolverá TV Globo, SporTV, GE TV, Globoplay e GE. Entre as novidades, a emissora firmou uma parceria inédita com a OpenAI, que estreia em ações comerciais do grupo.

O que você precisa saber

  • Globo fechou 22 marcas para a cobertura da Copa de 2026.
  • OpenAI estreia como parceira comercial da emissora no projeto.
  • 12 empresas ocuparão a cota principal do pacote publicitário.
  • Marcas como Ambev e Itaú renovaram acordo de 2022.
  • Cobertura reunirá TV Globo, SporTV, GE, GE TV e Globoplay.
  • Projeto 2026 Convocados ampliará a atuação fora dos jogos.
  • Estratégia incluirá criadores, debates e leitura de contexto cultural.

Segundo comunicado divulgado pela empresa nesta quinta-feira (2), 12 anunciantes ocuparão as cotas principais do projeto. Ambev, Itaú, Unilever e Caoa renovaram os acordos fechados para a edição de 2022. O grupo principal também reunirá Amazon, Superbet, XP, Grupo Petrópolis, BYD, Localiza, Medley e Suvinil.

A lista de outras cotas tem estreias na parceria. É nesse grupo que aparece a OpenAI, descrita pela emissora como uma empresa global de tecnologia voltada à inteligência artificial e presente, pela primeira vez, em um projeto comercial do grupo. Também integram essa frente Apple, Coca-Cola, McCain, Havan, Betano, BetMGM e Ademicon.

Além das novatas, a cobertura manterá marcas que já estiveram com a empresa no último Mundial. Zé Delivery e Stihl renovaram presença e seguirão no pacote comercial montado para o torneio de 2026. A composição do projeto mistura companhias de bebidas, bancos, automóveis, apostas, tecnologia, varejo e indústria farmacêutica.

Ao comentar o desempenho comercial da operação, Manzar Feres, diretora de Negócios da Globo, afirmou: “Na Copa do Mundo, a Globo vira o maior palco de atenção espontânea do Brasil. Ver, ao mesmo tempo, tantas renovações de grandes anunciantes e a chegada de novas marcas à nossa cobertura reforça o nosso papel histórico de transformar a Copa do Mundo em um fenômeno cultural e midiático no Brasil”, diz a executiva.

“A combinação de alcance, frequência e atenção, por meio de uma narrativa integrada em todas as telas, resulta numa capacidade real de transformar conteúdo em negócio e conversa em influência, colocando as marcas, de diferentes origens e ramos de atuação, na jornada de vida do brasileiro”, afirma.

“Na maior Copa de todos os tempos e com tanta fragmentação, nenhum outro projeto é capaz de reunir os brasileiros com a força, a escala e a profundidade que nós entregamos. E as marcas entendem que para falar com todo Brasil, ao vivo, simultaneamente e de forma contextualizada, elas precisam estar na Globo”, completa.

De acordo com a emissora, mais de 170 milhões de pessoas acompanharam o último Mundial em suas plataformas, número que teria alcançado praticamente toda a população brasileira. Para a próxima edição, a empresa afirma que ampliará a experiência para além das transmissões das partidas, com uma jornada contínua de conteúdo distribuída em diferentes telas e produtos.

Entre os novos movimentos, a Globo colocará no ar o projeto 2026 Convocados, desenvolvido em parceria com a Play9. A proposta terá criadores de conteúdo, conversas em tempo real e leitura permanente do contexto cultural. A iniciativa buscará acompanhar não só os jogos, mas também debates, personagens, comportamentos e temas que ganharem força durante a Copa de 2026.

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Foto de Túlio Medeiros
Túlio Medeiros
Editor-chefe do Portal da TV e escreve sobre televisão e colabora com sites de entretenimento desde 2010. Além de novelas e programas de auditório, sua preferência nas telinhas é acompanhar telejornais locais e nacionais das principais emissoras brasileiras.

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