O Globoplay disponibilizou neste sábado (28) dois episódios inéditos de Marielle, o documentário, com os desdobramentos finais de um dos crimes mais emblemáticos do país. O lançamento ocorre oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco (1979-2018) e de seu motorista, Anderson Gomes (1979-2018), no Rio de Janeiro, logo após os mandantes serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (25).
O que você precisa saber
- O Globoplay lançou dois episódios inéditos de Marielle, o documentário.
- Produção detalha a condenação dos mandantes do crime pelo STF.
- Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados no Rio de Janeiro.
- O sétimo episódio narra o julgamento e as confissões dos executores.
- O oitavo capítulo registra o desfecho judicial dos irmãos Brazão.
- Diretores conseguiram entrevistas raras com promotoras e a Polícia Federal.
Produzidos pelo jornalismo da Globo ao longo dos últimos dois anos, os novos capítulos aprofundam a investigação com informações atualizadas. A equipe revisitou etapas decisivas da apuração para reconstruir movimentos importantes que marcaram o período desde o lançamento da série original, em 2020.
“Foi uma investigação complexa, mas tivemos o cuidado de contar o seu desfecho de forma acessível para todos. Quem acompanhou os primeiros episódios vai ter contato com detalhes inéditos: os policiais federais e as primeiras promotoras do caso raramente dão entrevista, mas falaram com nossa equipe”, explica o diretor Caio Cavechini.
Detalhes inéditos
O sétimo episódio, intitulado As Confissões, foca no julgamento dos executores e mostra como os investigadores cercaram Ronnie Lessa e Elcio Queiroz até a admissão do crime. Já o oitavo capítulo, chamado Justiça, registra o julgamento dos mandantes concluído nesta semana no STF, expondo a delação de Lessa e os caminhos acidentados da investigação policial.
Nesta semana, o STF condenou o ex-deputado Chiquinho Brazão, o ex-conselheiro Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa. Também foram julgados Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira. Para a roteirista Jennifer Dutra, o julgamento expõe a corrupção policial de forma sistêmica no estado.
“O julgamento representa um marco na luta contra a impunidade no Brasil, porque puniu não somente aqueles que já estão atrás das grades, mas também expôs a corrupção policial de forma sistêmica. Como roteirista e, antes disso, como uma mulher preta periférica, tive o cuidado de manter vivos o legado, a memória e os debates que o caso Marielle despertou na sociedade”, declarou.
A produção atualizada do Globoplay mantém o compromisso de iluminar a trajetória de Marielle Franco além de sua figura política. “Nossa opção foi sempre iluminar Marielle para além de sua figura como vereadora e como símbolo. Ela foi mulher, amiga, mãe, esposa, filha”, destaca a diretora Eliane Scardovelli. Os episódios de Marielle, o documentário estão disponíveis para todos os assinantes do Globoplay.


