A TV Globo revelou nesta quinta-feira (12) a abertura de A Nobreza do Amor, nova novela das seis que estreia na segunda-feira (16) como substituta de Êta Mundo Melhor!. O vídeo (assista no fim do texto) busca traduzir a cumplicidade entre Brasil e África por meio de uma animação rica em referências negras. A trilha sonora é o clássico Zumbi, de Jorge Ben Jor, do álbum A Tábua de Esmeralda (1974).
O que você precisa saber
- A TV Globo divulgou nesta quinta-feira (12) a abertura de A Nobreza do Amor.
- A trilha sonora oficial é a canção Zumbi, lançada por Jorge Ben Jor em 1974.
- O vídeo utiliza animação para explorar referências negras e raízes culturais.
- O projeto visual integra elementos como tecidos Kente e símbolos adinkras.
- A trama estreia na próxima segunda-feira (16) na faixa das seis.
- O roteiro da novela é assinado por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior.
O projeto gráfico valoriza a pluralidade cultural e o trabalho autoral de uma equipe diversa. “A pluralidade da novela surge nessa abertura a partir do nosso próprio time de criação, que é muito diverso. Isso trouxe uma camada autoral e cuidados à criação da abertura”, destaca a gerente de criação Chris Calvet. O foco é apresentar a trama de forma eficiente.
Simbolismo e raízes africanas na tela
A equipe liderada por Will Nunes utilizou a noção de tempo cíclico para guiar o visual da abertura de A Nobreza do Amor. “Para muitos povos de África, o tempo é representado como um movimento circular, sem um fim definitivo”, afirma Will. A abertura inicia com o reino de Batanga, símbolo da realeza, e mistura tecidos africanos com a arte popular brasileira em cada cena.
Os criadores incorporaram o Kente, associado às realezas Ashanti, além de referências à força de Xangô. “Esses símbolos reforçam, simbolicamente, poder, linhagem e memória”, explica Will. A narrativa visual acompanha temas como ancestralidade e travessia, mostrando a conexão entre os protagonistas em um giro de câmera que atravessa padronagens e mandalas até alcançar a realidade.
Detalhes sutis na abertura do folhetim
A designer Luiza Russo detalha o percurso que envolve os personagens principais. “A câmera atravessa padronagens até alcançar mandalas e adinkras, através das quais chegamos à realidade, com um olhar observador de uma representação de Jendal (Lázaro Ramos) sobre Tonho (Ronald Sotto). Em um giro, encontramos Alika (Duda Santos) em um momento de reconexão. O encontro do casal simboliza a união dos dois mundos”, afirma Luiza.
A abertura encerra o ciclo ao retornar para a imagem do reino de Batanga. Segundo Chris Calvet, existem segredos espalhados pelo vídeo para o público. “Temos também alguns detalhes sutis pelos quais o público vai compreender e amplificar a mensagem”, complementa a gerente. A peça foi concebida para fortalecer a identidade visual da obra antes da estreia oficial.
Qual a história de A Nobreza do Amor?
A trama de A Nobreza do Amor narra a jornada de Alika, uma jovem herdeira do reino africano de Batanga que chega ao Brasil no século XIX em busca de sua liberdade. Em solo brasileiro, ela encontra refúgio no Barro Preto, local onde as tradições de sua terra se misturam à resistência local. Nesse cenário, ela se conecta com Tonho, um jovem idealista que luta pelos direitos de seu povo, dando início a uma relação que atravessa as barreiras sociais da época.
O conflito central ganha força com a chegada de Jendal, um nobre africano que deseja resgatar os costumes e o poder de sua linhagem em território estrangeiro. Ao mesmo tempo, a protagonista precisa lidar com as ameaças de vilões que desejam destruir a harmonia da comunidade e apagar a memória de seus antepassados. O folhetim explora o conceito de realeza para além dos títulos, focando na nobreza de caráter e na força das alianças que unem dois continentes através do afeto.
A Nobreza do Amor tem direção artística de Gustavo Fernandez e direção geral de Pedro Peregrino. A obra conta com colaboração de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos. A produção executiva é de Lucas Zardo, com direção de gênero de José Luiz Villamarim. O folhetim é um produto desenvolvido pelos Estúdios Globo.


