A Fifa informou que ainda não vendeu os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2030 no Brasil. Segundo o diretor executivo de Negócios, Romy Gai, nenhum acordo foi firmado, nenhuma emissora possui vantagem e nenhum interessado foi retirado da disputa. A entidade também não definiu o formato da futura comercialização do torneio.
Em entrevista ao Estadão, Romy Gai explicou que todos os direitos do Mundial de 2030 permanecem sob controle da entidade. “Neste momento, todos os direitos de mídia da Copa do Mundo da Fifa de 2030 permanecem com a Fifa e nenhum acordo foi firmado”, declarou. O executivo afirmou que os interessados serão procurados no momento adequado.
Fifa ainda decidirá modelo de negociação
A entidade poderá adotar processo aberto, fechado ou negociações diretas, mas ainda não escolheu o caminho. “Ninguém detém atualmente os direitos de mídia da Copa do Mundo da Fifa de 2030 no Brasil, e ninguém foi excluído do processo”, afirmou Gai. Os possíveis parceiros passarão por uma due diligence, ou diligência prévia, antes de qualquer decisão.
O dirigente também rejeitou a existência de conflito de interesses entre LiveMode e CazéTV. A empresa adquiriu os direitos do Mundial de 2026 no país e manteve exclusividade de parte das partidas em seu canal no YouTube. “Não”, respondeu Gai ao ser questionado sobre o tema. Ele disse que o modelo sempre teve conhecimento e aprovação da entidade.
Entidade avalia transmissão da CazéTV
Para a Fifa, empresas que possuem direitos podem manter partidas em plataformas próprias e sublicenciar outros jogos. A LiveMode destinou conteúdos à CazéTV e repassou parte dos direitos ao SBT e à N Sports. “Essa estratégia nos ajudou a atingir nossos objetivos no Brasil e, por isso, não vemos qualquer problema nesse modelo”, declarou o executivo.
Gai também afirmou que a entidade ficou satisfeita com a transmissão gratuita por streaming. Segundo ele, cada país exige uma avaliação própria, com atenção à regulamentação, infraestrutura, acessibilidade e hábitos do público. Sobre as próximas vendas no Brasil, o dirigente disse que nenhuma decisão foi tomada a respeito do uso de agências na negociação dos direitos.


