Joanna de Assis descartou ter sido vítima de etarismo em sua recente demissão da Globo, onde trabalhou durante 20 anos. A jornalista, no entanto, demonstrou preocupação com a permanência feminina no jornalismo esportivo da televisão. Para ela, o desligamento pode transmitir uma mensagem negativa às mulheres mais jovens que desejam construir uma carreira no segmento.
A apresentadora reconheceu que parte do público associou sua saída à idade, mas afirmou não acreditar que esse tenha sido o motivo de sua demissão. “Muitas pessoas entenderam a minha saída como etarismo, porque realmente nenhuma mulher do esporte consegue envelhecer em paz no vídeo. Mas eu sinceramente não acho que isso aconteceu comigo”, afirmou em conversa com a Folha de S.Paulo.
Joanna também destacou que sua preocupação está na forma como o desligamento pode ser interpretado por futuras profissionais. “Embora eu não relacione essa questão à minha demissão, me preocupo com a mensagem passada. Espero que isso mude”, declarou. A jornalista afirmou ainda que não deseja que jovens interessadas na área enxerguem a profissão como uma carreira com prazo determinado.
Joanna de Assis fala sobre mulheres no esporte
Ao abordar a presença feminina no setor, Joanna de Assis afirmou sentir responsabilidade em defender a permanência das mulheres no jornalismo esportivo ao longo dos anos. “Não quero que as meninas que sonham em ser jornalistas esportivas pensem que elas têm validade”, disse. A profissional também decidiu evitar um tom melancólico ao tornar pública sua despedida da empresa.
Nesta quarta-feira (19), Joanna transformou um vídeo sobre a saída em uma ação publicitária para uma empresa de carnes. A campanha recebeu a frase “Mulheres não choram, elas lucram e fazem churrasco”. “Melancolia não combina muito comigo”, explicou a jornalista ao comentar a maneira escolhida para tratar publicamente da mudança em sua trajetória profissional.
Jornalista conta como recebeu notícia da demissão
A decisão da Globo surpreendeu a profissional. Joanna contou que estava trabalhando normalmente quando recebeu a comunicação sobre o encerramento do vínculo. “Eu estava apurando na Redação. Tomei um susto”, relatou. Segundo a jornalista, a conversa foi breve, e a empresa informou que não pretendia dar continuidade ao ciclo profissional depois de duas décadas.
“Aceitei. Foi tudo muito adulto, sem indignação nem perda do tom. Como tem que ser qualquer fim de relação, concordando ou não”, afirmou. Joanna de Assis chegou à Globo em 2006, como setorista. Dois anos depois, passou a trabalhar diante das câmeras após participar do Redação SporTV e receber incentivo do diretor Emanuel Castro.
Joanna de Assis analisa propostas após deixar a Globo
A jornalista pretende continuar trabalhando na comunicação, mas ainda não estabeleceu prazo para definir seu próximo destino. Ela afirmou que está analisando possibilidades com calma e busca uma oportunidade que represente um novo desafio profissional. “Estou ouvindo as propostas, como tem que ser, com muita calma para o próximo passo. Só quero que seja um desafio grande, porque é disso que eu gosto”, declarou.
Depois de 20 anos na empresa, Joanna afirmou que o encerramento do vínculo não reduziu sua disposição para continuar trabalhando. A comunicadora mantém em aberto a definição sobre o futuro e avalia as propostas recebidas antes de decidir o próximo passo na carreira. “Estou lotada de energia aqui. E meu currículo sou eu”, concluiu.


