Lito Sousa revelou que Mila Seidl percebeu os primeiros sinais da doença rara que o levou à internação. Diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, o piloto e influenciador falou ao Domingo Espetacular, da Record, no hospital. Ele destacou a atuação da mulher desde o início do quadro e contou que foi ela quem primeiro percebeu que algo estava errado com sua saúde.
“Eu não poderia falar de mim sem falar de quem está comigo desde o início. Pra te falar a verdade, foi ela quem olhou pra mim e falou: ‘Você não tá bem'”, contou ele. Mila relatou que os primeiros sinais apareceram durante uma viagem da família aos Estados Unidos. Juntos desde 2014, os dois são pais de um menino de sete anos.
Segundo Mila, uma alteração no braço de Lito chamou sua atenção enquanto ele jantava. “Ele estava jantando e quando estava cortando [a comida], a mão dele começou a vir aqui para cima. Eu estava começando a ver a mão dele aqui em cima. Aí eu desci o braço dele, e falei: ‘Você viu que seu braço tá lá em cima?’ e ele disse que não”, explicou.
Após retornar ao Brasil, Lito Sousa procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob. Mila relembrou a reação do casal diante da notícia. “Na hora que o médico contou [o diagnóstico], eu desabei e o Lito ficou firme ali, escutando, fazendo perguntas”, afirmou. A doença também é conhecida pela sigla DCJ e apresenta sintomas semelhantes aos de outras condições degenerativas.
Lito Sousa busca acesso a estudo com medicamento
A Creutzfeldt-Jakob pode provocar perda de cognição cerebral pouco tempo após o diagnóstico. No caso de Lito Sousa, porém, o piloto mantém capacidades como atenção, percepção, linguagem e memória praticamente em 100%. A família tenta usar esse quadro para sensibilizar uma farmacêutica e conseguir a inclusão do influenciador em um grupo de estudos científicos sobre um medicamento.
“A Mila organizou uma conversa, para termos uma tentativa. E eles aceitaram fazer a conversa. Eu trabalhei 36 anos na aviação. Eles ficaram impressionados com o meu nível de lucidez e de cognição. Mas a gente sabe também que lá fora esses estudos com medicamentos, eles são muito rígidos… Em dois meses eles devem reabrir para esse remédio, que é bastante promissor, e eu vou estar preparado”, contou ele.
Mila também usa as redes sociais para cobrar apoio de empresas e autoridades que possam ajudar na busca por um possível tratamento experimental. A família mantém a expectativa de conseguir uma alternativa. “A fé que eu tenho de que a gente vai conseguir, é no que o meu compadre falou pra mim: ‘É uma doença rara, com um quadro clínico raro, com um homem raro’. E a gente vai ter um desfecho raro”, disse ela.


