O Globo Repórter desta sexta-feira (16) visita o Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, para mostrar encontros entre arte, natureza, educação e ciência. Com reportagens de Liliana Junger, a edição vai ao ar na TV Globo após Quem Ama Cuida. Alunos da escola de música do instituto também relatam descobertas por meio do canto.
Com mais de um milhão de metros quadrados de exposição, o museu reúne galerias, obras e jardins entre a Mata Atlântica e o Cerrado. O jardineiro e paisagista Geraldo Farias de Almeida, o Geraldinho, chegou antes da abertura ao público. “Eu me considero também uma pessoa que ajuda essas plantas a mostrar a beleza”, afirmou.
Globo Repórter visita laboratórios e oficinas do Inhotim
Fora do percurso habitual, laboratório e viveiro abrigam orquídeas, plantas carnívoras e centenas de milhares de sementes. Pesquisadores simulam condições ambientais para estudar mudanças climáticas. No Centro de Artes e Ofícios, equipes criam, montam, restauram e conservam obras. “Todos nós aqui deixamos um pouquinho da gente mesmo nas obras”, afirmou Lucas de Oliveira, auxiliar de marcenaria.
Cildo Meireles explica a construção de Desvio para o Vermelho e a escolha da cor da instalação. O artista também comenta a participação do público. “O objetivo final de qualquer objeto de arte é ele conseguir chegar ao outro e, portanto, fazer com que o outro se torne parte desse processo e dessa realidade”, declarou.
Artista carranqueiro de Pirapora, Davi de Jesus do Nascimento é o mais jovem a ganhar uma galeria no museu. Em Nascente, ele revisita suas origens com elementos do Rio São Francisco e da história familiar. “É muito forte poder desaguar aqui no Inhotim. Eu venho de uma família muito conectada às águas”, disse.
Oficinas, memórias e produção em Brumadinho
A professora Anna apresenta um coletivo formado após oficinas com mulheres da região. Chefe dos serviços gerais do Inhotim, Valdirene Amorim perdeu dois irmãos e amigos no rompimento da barragem da Vale, em 2019. “Isso bate na porta da gente todos os dias. Mas a cada dia que a gente chega aqui temos esse impulso para seguir”, afirmou.
Fora do instituto, Liliana acompanha a ceramista Erli, discípula da artista japonesa Toshiko Ishii, e participa da criação de uma peça. Na zona rural, conhece Ramon, que trocou a produção cultural pela criação de cabras e fabricação de queijos. “Eu renasci. Eu adoro fazer queijo, é um mundo, eu fico na imersão completa”, afirmou.


