O Globo Repórter desta sexta-feira (1º) marca a estreia de William Bonner como repórter. O jornalista percorre o Brasil com histórias de trabalhadores que decidiram mudar de profissão ou redirecionar a carreira após anos de experiência. A edição aborda dúvidas comuns sobre seguir ou mudar de rumo e apresenta relatos reais de brasileiros em diferentes fases da vida profissional.
William Bonner explica a experiência inédita na carreira. “Durante mais de 40 anos no telejornalismo diário, na condição de editor-chefe e de apresentador, eu levei ao ar inúmeros depoimentos de brasileiros, mas sempre com a intermediação de algum repórter. Desta vez, sou eu o repórter, uma experiência muito rica, que me dá imensa alegria e prazer”, afirma o comunicador.
Entre as histórias, o Globo Repórter acompanha Diva de Oliveira, que trocou a Biologia pela confeitaria. Durante a reportagem, William Bonner prepara uma receita de brigadeiro tradicional da família. “Eu como brigadeiro desde criança. Sempre comi e nunca enjoei. E essa é a receita do melhor brigadeiro do mundo”, diz. ele Diva relata a decisão de mudança profissional e os desafios enfrentados.
“Chegou um momento da minha vida que a profissão que eu exercia não estava mais me satisfazendo. Para mim foi tranquilo lidar, mas muitas pessoas falaram que era loucura eu largar algo seguro pelo que eu não tinha segurança de imediato”, afirma Diva. A história mostra como a mudança de carreira pode representar um reencontro com origens e interesses pessoais.
William Bonner percorre histórias de mudança de carreira
Outra trajetória é a de Daniela Loss, que trabalhou mais de 20 anos em banco e repensou a vida durante a pandemia. “Eu tinha 43 anos e pensei: ‘É isso que quero fazer pelo resto da minha vida?’. Eu não era mais a Daniela, era a Daniela do banco”, relata. Após pedir demissão, enfrentou depressão até descobrir um novo caminho profissional.
A virada ocorreu durante uma viagem a Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, quando passou a produzir sabonetes artesanais. Atualmente, Daniela atua como saboeira, participa de feiras e publica conteúdos nas redes sociais. Um vídeo seu ultrapassou 40 milhões de visualizações, expandindo a visibilidade do novo trabalho e firmando a mudança de carreira.
O Globo Repórter também mostra a trajetória de José Galdino, que saiu da Paraíba aos 19 anos para trabalhar no Rio de Janeiro. Ele atuou como faxineiro, vigia noturno e taxista. Com o trabalho, financiou os estudos das três filhas e manteve visitas à família. Hoje, relembra a decisão de mudar de estado com orgulho do caminho construído.
Já o pastor Pedro Rodrigues Santos conta que passou por diferentes profissões antes de liderar uma igreja em Benfica, na Zona Norte do Rio. Após se aposentar, a pandemia interrompeu suas atividades religiosas. “Foi um período muito complicado. Eu sempre estive acostumado a reunir pessoas, participar de congressos, estar em movimento”, afirma.
Com apoio da esposa, Pedro fez um curso de elétrica e iniciou uma nova etapa profissional. Atualmente, ele também faz curso técnico em energias renováveis. O programa ainda acompanha o engenheiro Dario Gramorelli, que segue ativo após a aposentadoria e participa de iniciativas para incentivar novos estudantes na área.
Segundo William Bonner, a proposta é tratar de um tema comum ao público. “É uma pauta de grande utilidade. É algo que eu vivi e que muitos brasileiros vivem. Em determinado momento da vida profissional, mesmo gostando do que se faz, a dúvida entre seguir ou mudar costuma aparecer”, afirma o jornalista.
Para aprofundar o tema, o programa ouve a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que explica como o cérebro responde ao longo da vida profissional e como transformações influenciam decisões de carreira. No estúdio, a professora e pesquisadora Janaina Feijó, da Fundação Getúlio Vargas, analisa o mercado de trabalho e orienta quem planeja o próximo passo. O Globo Repórter vai ao ar nesta sexta-feira (1º), na TV Globo, logo após Guerreiros do Sol.
